terça-feira, 4 de maio de 2010

A Indexação na Internet

A INDEXAÇÃO NA INTERNET
Isidoro Gil-Leiva

O artigo discorre sobre o Universo da Indexação na Internet onde seus quatro pilares são descritos e exemplificados. São eles: metadados, buscadores, usuários e o posicionamento web.

Metadados: estão destinados a descrever e a revelar a informação contida em um documento, fazendo que se tornerem visíveis e úteis segundo os requisitos de cada serviço de informação. Utilizam-se do recurso de etiquetas onde podemos perceber a estruturação da informação tanto por meio eletrônico como impresso.
Várias linguagens de marcação são apresentadas na codificação de um documento, sendo que a mais conhecida é a HTML e a XML, há também linguagens mais específicas (divididas por áreas do conhecimento) EAD, MCM, MDL...

Posicionamento Web: conjunto de técnicas empregadas pelos motores de busca visando obter um melhor resultado na pesquisa da Internet. Para cada motor de busca há critérios diferentes na hora de mostrar essa lista. Esses fatores denominados de “fatores SEO” são recomendações para obter um bom posicionamento na web.
SEO – Search Engine Optimization é o conjunto de otimizações para um site aparecer bem nos resultados de search engines.

Buscadores: responsáveis de recuperação da informação na Internet. Classificados em motores de busca e em índices temáticos. Construída em uma lógica de algoritmos o mais conhecido é o “PageRank” da Google que se utiliza da frequência de aparição das palavras e a posição no texto, número de conexões e a importância que essa página possui.
No Google os primeiros resultados serão daquelas páginas que possuem um PageRank alto ou que tenham uma temática de pesquisa que coincida.

Usuários: estão cada vez mais conscientes de toda a terminologia e tecnologia empregada na recuperação da informação. São práticas assimiladas no decorrer do seu dia-a-dia na execução de tarefas comuns.

Podemos perceber que esses pilares estão impregnados pela indexação em maior ou menor grau dentro desse universo, pois se utiliza de características próprias dos indexadores, características essas disseminadas pelo uso da Internet.

Organização da informação: princípios e tendências

Organizado por NAVES, M. M. L, ORG E KURAMOTO, H.

Com o crescimento incessante da produção de informações, mais o advento da tecnologia da informação e da internet, fizeram com que se tornasse ainda mais premente a criação de meios que permitissem, de modo privilegiado, a identificação precisa dos conteúdos dos suportes, inclusive imateriais, onde se registram os resultados de pesquisas e todas as criações do labor humano. A organização da informação, princípios e tendências, segundo relata a autora, mostra que em seu processo de dever histórico e social, a biblioteconomia tem assumido diferentes feições, que levaram à incorporação de novos objetivos e novas competências. Dois grandes marcos históricos são os adventos na década de 1930, da documentação, e nos anos de 1960, o conceito mais abrangente de ciência da informação. Ambas as mudanças foram marcadas pela necessidade de ampliar o terreno de ação da bibliografia, de modo que fosse tratada com a devida atenção toda a crescente gama de documentos que começavam a proliferar, na esteira dos grandes avanços científicos do século XIX, particularmente os artigos científicos, transformação dos catálogos, títulos enriquecidos, sumários do documento e uma série de informações além das tradicionais como implementação dos catálogos.

Fatores importantes para as transformações;

· O custo adicional;
· A durabilidade dos meios de armazenamento e preservação dos registros do conhecimento;
· O comportamento dos usuários.

Inicio da Organização da Informação

· Contribuição tecnológica para organização e administração da informação;
· Informação estratégica.

Breve histórico da classificação do conhecimento


Aristóteles – modelo (300 A. C. a 1600 A.C) +/-200 anos – dividiu a ciência em três partes:

· Teórica – visa o conhecimento em si (matemática, física e metafísica);
· Pratica – busca o conhecimento como uma guia de conduta, ação (ética, política, economia e retórica);
· Produtiva – criação de um produto (poesia e artes)


A importância de Ranganathan para a organização do conhecimento

Shiyali Ramamrita Ranganathan – Índia (1892-1972);

· Professor de matemática – índia (1892-1972);
· Bibliotecário (1924) – University College London;
· Escrevia com perfeição cientifica e precisão matemática;
· Habilidades de encontrar a solução lógica de problemas;
· Contribuição significativa para o tratamento da informação;
· Introduziu o método cientifico na biblioteconomia e CI;
· Palmer o comparava a pattern marker – transcende limitações do tempo e espaço.




Classificação do conhecimento para Ranganathan

· Dissecação
· Laminação - dicotomia de Kant
· Desnudação - a arvore de Porfírio
· Resumos/agregação
· Superposição

Sugeriu mapear o conhecimento com a policotomia ilimitada.

As cinco leis de Ranganathan

· Os livros são para serem usados;
· A cada leitor seu livro;
· A cada livro seu leitor;
· Poupe o tempo do leitor;
· A biblioteca é uma instituição em crescimento;

Filosofia da Biblioteconomia

· Leitor – usuário
· Livro – informação
· Biblioteca – sistema de informação

Biblioteconomia / Ciência da Informação

· 1977 – sem uso de papel previsão de 10 anos;
· 1980 – dispensa de intermediário na pesquisa;
· 1990 – todos os documentos seriam obtidos automaticamente

Contexto tradicional

Existe uma série de conhecimentos acumulados sobre como organizar bibliotecas e como tratar as informações que não estão sendo devidamente aproveitada pelas instituições correspondentes no meio eletrônico, a biblioteca digital. (DIAS, 2006, p. 63)

Biblioteca e Bibliografia

Ao longo dos anos, novos desafios na organização dos estoques de informação foram surgindo, novos tipos de documentos também, e esses dois, entre outros fatores, vão levando os profissionais da informação a um refinamento dos conteúdos básicos mencionados e ao reconhecimento da existência de uma variada tipologia relativa a ambos os termos. (DIAS, 2006, P.64).

A questão do suporte da informação deixa de ser dominante nos dias de hoje. Livro, folheto, artigo de periódico, tese, manuscrito, ou o que seja, tendem a perder o grau de centralidade que ocupavam no quotidiano dos profissionais da informação. Os bibliotecários deveriam constituir uma classe profissional com atuação mais marcante na tarefa de organizar a internet. Contudo, o pessoal da área da ciência da informação vem apresentando contribuições aquém de suas reais possibilidades. Exige-se deles não apenas o aperfeiçoamento de técnicas antigas, de modo a ajustá-las às novas exigências da tecnologia, mas também a descoberta de novos rumos que permitam a todos e a cada usuário ter acesso rápido e eficiente ás informações de que necessitam.

TEORIA DA BIBLIOTECA 2.0: WEB 2.0 E SUAS IMPLICAÇÕES PARA AS BIBLIOTECAS

Jack M. Maness

Valéria Silva Santos


RESUMO
A web 2.0 reconfigurou os processos de produção e organização do conhecimento na Internet. Nesse sentido, o conceito de Biblioteca 2.0 marca a relação das ações Biblioteconômicas com a dinâmica de conteúdos web 2.0.

Palavras-chave: Biblioteca 2.0; Wiki; Streaming media; Redes sociais; Tagging; Rss feeds; Mashup

INTRODUÇÃO
O presente artigo descreve de forma sintetizada algumas ferramentas colaborativas na web 2.0 e sua valiosa importância para as Bibliotecas.

BIBLIOTECA 2.0
Maness (2006) denominou Biblioteca 2.0 como sendo:

Centrada por usuário. Os usuários participam na criação do conteúdo e serviços que eles experimentam com a presença da biblioteca na web, OPAC, etc. O consumo e a criação do conteúdo são dinâmicos, e assim os pápeis de bibliotecário e usuário não são sempre claros. Fornece uma experiência multimídia. Tanto as coleções como os serviços da Biblioteca 2.0 contém componentes em áudio e vídeo. Enquanto isto não é geralmente citado como função da Biblioteca 2.0, aqui se sugere que deva ser. É socialmente rica. A presença da biblioteca na web inclui a presença dos usuários. De forma síncrona (ex. Mensagens Instantâneas) e assíncrono (ex. wikis) formas para que os usuários se comuniquem uns com os outros e com os bibliotecários. É comunitariamente inovadora.


Assim, entendemos que Biblioteca 2.0 além de ter os tão “desejados livros”, é um espaço multimídia, onde incluem-se sistemas de informação nos mais variados suportes. Novas estratégias se impõem, aperfeiçoando as técnicas de trabalho inovadoras para que os serviços e produtos da biblioteca respondam às reais necessidades dos seus usuários, reinventando-se outras relações com a sociedade.
Sobre algumas ferramentas que podem auxiliar a Biblioteca 2.0 a ter seu objetivo alcançado, estas são:

Mensagens síncronas
Mensagens síncronas são mais conhecidas como Mensagens Instantâneas - MI, ela permite a comunicação textual em tempo real entre indivíduos. As bibliotecas começam a empregá-la para prover serviços de “referência por chat”, nos quais os usuários podem se comunicar sincronamente com bibliotecários, assim como eles fariam em um contexto de referência face - a - face.

Streaming media
É uma forma de distribuir informação multimídia numa rede através de pacotes. Ela é frequentemente utilizada para distribuir conteúdo multimídia através da Internet. Uma implicação da streaming media para as bibliotecas tem mais a ver com as linhas das coleções do que com os serviços. Conforme uma mídia é criada, as bibliotecas serão inevitavelmente as instituições responsáveis por arquivar e prover acesso a elas.

Blogs e wikis
Blog é uma página de internet cuja estrutura permite a atualização rápida a partir de acréscimos, os chamados posts. Estes são em geral organizados de forma cronológica inversa, tendo como foco a temática proposta do blog, podendo ser escritos por um número variável de pessoas de acordo com a política do blog. Os blogs devem ser para as bibliotecas outra forma de publicação e precisam ser tratados como tal. Eles carecem de coordenação editorial e da segurança que esta provê, mas, alguns são ainda produções integrais em um corpo de conhecimento, e a falta deles em uma coleção de biblioteca poderia logo se tornar impensável.
Wikis são essencialmente páginas web abertas, onde qualquer pessoa registrada no wiki pode publicar nele, melhorá-lo, e mudá-lo. Assim como os blogs, eles não são da mesma fidedignidade das fontes tradicionais, como as frequentes discussões da Wikipedia por exemplo. Por fim, blogs e wikis são soluções relativamente rápidas para colocar coleções e serviços de biblioteca dentro do contexto 2.0.

Redes sociais
Rede social é talvez a mais promissora e amigável tecnologia discutida aqui. Ela permite mensagens instantâneas, blogs, streaming media, tags dentre tantas outras tecnologias. Podemos dizer que são relações entre os indivíduos na comunicação por computador. O que também pode ser chamado de interação social, cujo objetivo é conectar pessoas e propiciar a comunicação.

Tagging
Tagging é essencialmente habilitada aos usuários, tem o intuito de se criarem cabeçalhos de assunto. De acordo com Shanni (2006) tagging é:


...essencialmente Web 2.0, pois ela permite aos usuários adicionar e modificar não somente conteúdo (dados), mas o conteúdo que descreve o conteúdo (metadados).


RSS feeds
RSS feeds são tecnologias correspondentes que fornecem ao usuário um jeito de organizar e republicar conteúdo na web. Usuários republicam conteúdo de outros sites ou blogs em seus próprios sites, agregam conteúdo de outros sites em um único lugar e destilam ostensivamente a web para seu uso pessoal.

Mashups
Mashups são talvez o mais singular conceito que confirma todas as tecnologias discutidas neste texto. Eles são aplicações ostensivamente híbridas, onde duas ou mais tecnologias ou serviços são combinadas em outro completamente novo. O conteúdo usado em mashups é tipicamente código de terceiros por meio de uma interface pública ou de uma API - Application Programming Interface (Interface de Programação de Aplicativos). Outros métodos de codificação de conteúdo para mashups incluem web feeds (exemplo: RSS ou Atom), Javascript e widgets que podem ser entendidas como mini aplicações web, disponíveis para serem incorporadas a outros sites.

REFERÊNCIAS
Jack M. Maness. Teoria da biblioteca 2.0: Web 2.0 e suas implicações para as bibliotecas. Informação & Sociedade: Estudos, João Pessoa, v.17, n.1, p.43-51, jan./abr. 2007. Disponível em: . Acesso em: 05 abr. 2010.

ONTOLOGIAS, VISÃO GERAL

Título do Artigo: UMA VISÃO GERAL SOBRE ONTOLOGIAS: pesquisa sobre definições, tipos, aplicações, métodos de avaliação e de construção
Autores: Mauricio B. Almeida; Marcello P. Bax

O aumento exponencial dos dados disponíveis confere importância significativa às técnicas de organização da informação. O artigo trás uma visão geral sobre uma dessas técnicas, a ontologia.

Ontologia tem origem no grego "onto", ser, e "logos", palavra. O termo original é a palavra aristotélica "categoria", que pode ser usada para classificar alguma coisa.

Ela define as regras que regulam a combinação entre termos e as relações. Não apresentam sempre a mesma estrutura, mas existem características e componentes básicos comuns presentes em grande parte dela, como as classes, as relações, axiomas e instâncias. Podem ser usadas em projetos de gestão de conhecimento, comércio eletrônico, processamento de linguagens naturais, recuperação da informação na web, entre outros.

A construção de ontologias é ainda mais artesanal do que científica, e não existem propostas unificadas, sendo assim, há dificuldade para a avaliação de ontologias.

No artigo estão inseridas tabelas que dizem respeito a projetos, exemplos de ontologias para segmentos específicos e metodologias de desenvolvimento e ferramentas para construção delas.

Em organização da informação, são diversas as definições apresentadas na literatura e muitas contradições, mas o certo é que as ontologias podem proporcionar melhorias na recuperação, e isso se deve ao fato de organizar o conteúdo de fontes de dados. Elas permitem formas de representação baseadas em lógica, o que possibilita o uso de mecanismos de inferência para criar novo conhecimento a partir do existente, a essência da nova Web.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Web Semântica: ontologias como ferramentas de representação do conhecimento


Web Semântica: ontologias como ferramentas de representação do conhecimento
A diferença de significado afeta o resultado na busca de dados. Na web atual, sem resultado preciso devido a polissemia,cabe ao usuário determinar a semântica ou seja o sentido e o significado desejado.
Para Breetman (2005), a internet foi desenvolvida com a finalidade de troca de documentos entre pessoas,mas o conteúdo semântico, é feito pelo homem.
Falta então na web organizar estes dados de uma forma que a máquina busque.
Para a web semântica Dziekaniak e Kirineu, visa a compreensão não só dos usuários como também às das máquinas.
Para que isto ocorra, foi proposta a criação de ontologias,visando através de vocabulário controlado,criando significado ao conteúdo dos documentos.
Não deve entrar em confronto com os tesauros, pois estes possuem termos bem definidos.
As ontologias são mais flexíveis, para que as páginas da web possam ser compartilhadas entre diferentes agentes, permitindo o acréscimo da semântica aos documentos na rede.
Aluna: Conceição de Maria do O’ Medeiros sala 52

domingo, 2 de maio de 2010

MAPEAMENTO DE CONHECIMENTO ATRAVÉS DE REDES: VISUALIZANDO O INTANGÍVEL

MAPEAMENTO DE CONHECIMENTO ATRAVÉS DE REDES: VISUALIZANDO O INTANGÍVEL
Gledson Silva

Este artigo, procura demonstrar a importância do mapeamento de conhecimento nas organizações e como técnica de Análise de Redes Sociais pode contribuir para a Gestão do Conhecimento.

Para tanto, foi realizado um levantamento bibliográfico apresentando as definições de informação e de conhecimento e sua importância na gestão do conhecimento para as organizações.

A análise de Redes Sociais só pode apontar onde o conhecimento está circulando. No entanto, com os insumos gerados por esta atividade já é possível identificar quem sabe o quê e até quem conhece quem.

Concluindo, é possível constatar que conhecimento é insumo estratégico para todo tipo de organização, e permeia os seus processos, tanto formais quanto informais. Dessa forma, não pode mais ser algo desconhecido a ponto de não possuir uma eficaz gestão. Porém, como se pode perceber pelo artigo, para gerir algo intangível é preciso, primeiramente, torná-lo visível, condição a ser resolvida com os mapas de conhecimento.

TEORIA DA BIBLIOTECA 2.0: WEB 2.0 E SUAS IMPLICAÇÕES PARA AS BIBLIOTECAS - Jack M. Maess

TEORIA DA BIBLIOTECA 2.0: WEB 2.0 E SUAS IMPLICAÇÕES PARA AS BIBLIOTECAS
Jack M. Maness



O artigo procura discorrer sobre a origem e a definição de Web 2.0 e os serviços que podem ser oferecidos por bibliotecas utilizando-se desta realidade.

Em sua Introdução, apresenta os autores do termo: Tim O´Reilly e Dale Dougherty da O´Reilly Media, em 2004, nesse mesmo momento descreve-se a Biblioteca 2.0 como a aplicação de interação, colaboração, e tecnologias multimídia baseadas em web e que possui quatro elementos essenciais:

- Centrada no usuário;
- Oferece experiência multimídia;
- Socialmente rica;
- Comunitariamente inovadora.

São listadas a seguir ferramentas, com as quais é possível facilitar a inovação e experimentação em serviços eletrônicos nas Bibliotecas:

MENSAGENS SÍNCRONAS
Mensagens instantâneas, chats, salas virtuais, comunicações em tempo real.

STREAMING MEDIA
Permite ao consumidor da informação, receber notícias a partir de sua demanda própria.

BLOGS E WIKIS
São ferramentas que põem em operação a abertura e a colaboração promovendo a publicação e ao compartilhamento.

REDES SOCIAIS
Permitem interação e compartilhamento: MySpace, FaceBook, Del.iciou.us, Flickr, LibraryThing.

TAGGING
Tagging habilita os usuários a criarem cabeçalhos de assuntos para os objetos dos quais dispõem, possibilita não apenas ao usuário adicionar um conteúdo mas, também, o conteúdo (dados) que descreve o conteúdo (metadados).

RSS FEEDS
Alimentadores RSS fornecem aos usuários a possibilidade de organizar e republicar conteúdos da web, eliminando conteúdos irrelevantes.

MASHUPS
Aplicações híbridas, que permitem a combinação de duas ou mais tecnologias, a fim de criar uma outra tecnologia ou serviço novo. Bibliotecas 2.0 são mashups, já que são um híbrido de blogs, wikis, streaming media, MI, redes sociais, agregadores de conteúdos.

É preciso sinalizar o fato de que a Biblioteca, diante do dinamismo informacional promovido principalmente via Web 2.0, precisa repensar suas ações expandindo seus serviços, para englobar, Redes sociais, Blogs e Wikis. E que o conceito Biblioteca 2.0 tem representado uma vertente da Biblioteca cujas investigações e práticas se voltam aos conteúdos informacionais constituídos via Web 2.0 e que, são conhecimentos válidos e necessários de análise pela Biblioteconomia e a Ciência da informação.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Resenha do texto: Teoria da biblioteca 2.0: Web 2.0 e suas implicações para as bibliotecas, de Jack M. Maess

O surgimento de novas tecnologias multimídias na web 2.0 e suas características de interação e colaboração exige que as bibliotecas ofereçam serviços, via web com estas características.
As colações das bibliotecas estão mudando com a aplicação das tecnologias da web 2.0, tornando-se mais interativas e aumentando a acessibilidade e troca de informações em tempo real. Estas são chamadas de bibliotecas 2.0, pois são centradas no usuário e o consumo e criação são dinâmicos, mesclando as funções de bibliotecário e do usuário. Permitem a comunicação dos usuários com os bibliotecários e entre si, tornando estas relações sociais ricas. Possibilitando que a inovação seja comunitária, com a participação de todos na busca, localização e utilização da informação.
Existem diversas ferramentas que possibilitam esta comunhão entre as bibliotecas e os usuários, como:
  • MI - mensagens instantâneas, comunicação em tempo real, adição de vídeos e áudio;
  • Blogs e wikis, novas formas de publicação individuais ou coletivas que com o devido entendimento e senso crítico, tornam-se um excelente instrumento de estudos em grupo;
  • As redes sociais, que reúnem MIs, blogs, streaming media e tags, permitindo total interação entre indivíduos.
  • Tags ou etiquetas permitem aos usuários criarem cabeçalhos de assuntos para objetos diversos, formando um catálogo aberto, customizado pelo usuário;
  • Alimentadores de RSS, disponibilizam uma forma de organizar e republicar conteúdos de outros sites ou blogs em um único lugar. E habilita o usuário a ter uma página na biblioteca customizada com os conteúdos de seu interesse sob seu controle.

Encontrar, compartilhar e interagir são os novos desafios da biblioteca 2.0 . A web 2.0 está em constante mudança e as bibliotecas devem se adaptar e mudarem junto com a web sob a pena de estagnação.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

GESTÃO DE CONTEÚDOS: o que é afinal?

Título: INTRODUÇÃO À GESTÃO DE CONTEÚDOS
Autores: JÚLIO C. L. PEREIRA; MARCELLO P. BAX

Através de uma compilação de vários trabalhos relacionados, o artigo descreve a Gestão de Conteúdos (GC) em ambiente web, caracteriza os sistemas de GC e apresenta as principais ferramentas disponíveis, assim como os benefícios e os riscos associados à sua implantação. Para fixar as idéias, levanta-se elementos para justificar o investimento financeiro em uma solução de GC. Após introduzir o tema, propõe uma diferenciação clara entre informação, conhecimento e conteúdo, e sugere que a GC permite a Gestão de Conhecimento na prática. Caracteriza as ferramentas de GC denominadas CMS e apresenta vantagens e benefícios advindos de sua implementação nas organizações. Apresenta uma avaliação que permite determinar os retornos sobre investimentos nesse tipo de tecnologia. O artigo parte do pressuposto de que para acompanhar a evolução da
Internet como um canal de comunicação interno e externo - de relacionamento com clientes, fornecedores e parceiros - as empresas precisam investir em tecnologias que permitem a distribuição e a publicação de informações de forma ágil, segura e confiável. Inerente à essa evolução, vem a sofisticação das informações que devem estar online, em páginas web com imagens, filmes, figuras etc. Alterando a forma de se criar e manter páginas web, estão sendo criadas ferramentas conhecidas
como CMS - Content Management System's - que conferem a agilidade, segurança e a confiabilidade requeridas para o tratamento da informação em um novo estágio da Internet. As ferramentas CMS incluem recursos que permitem o gerenciamento de conteúdos, vindos de todas as fontes e formas possíveis, com múltiplos esquemas de tratamento e fluxos de trabalho, podendo ser customizados e integrados, facilitando o uso de novos mecanismos de consultas e permitindo publicações nos mais diferenciados dispositivos, como celulares e palm's. Os benefícios ligados a adoção de um CMS incluem desde a redução do custo de atualização dos conteúdos nos websites até o aumento da eficiência das equipes de TI.
Como contribuição o artigo descreve benefícios ligados a adoção de um CMS pelas empresas que incluem desde a redução de custo de manutenção de websites até um aumento dos canais de publicação dos conteúdos, trazendo aumento de clientes e de negócios. Apresenta também os desafios associados que são a definição e padronização de regras para organizar informações em “repositórios” e a necessidade de se disponibilizar esse conteúdo informacional de forma padronizada, mas customizada para cada cliente e tipo de canal de comunicação. Considerando os benefícios advindos da possibilidade de criação, distribuição e a publicação de conteúdos de forma mais ágil, mais barata e confiável, espera-se que a GC seja
implementada nas corporações nos próximos anos através da adoção de alguma ferramenta CMS e de uma mudança comportamental que torne possível o uso desses novos recursos.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Construindo a Biblioteca Universitária 2.0

Palestra de Meredith Farkas, Bibliotecário de Ensino a Distancia da Universidade de Norwich em conferência apoiada pela Librarians Association of the University of California, Berkeley Division.

Vejam o vídeo.